Tecnologia: No site
Aplicação das novas tecnologias.
Nesse site DR.Terezinha Zélia Pinto de Queiroz tem uma ótima dissertação de mestrado no site
TECNOLOGIAS DE GROUPWARE PARA A EDUCAÇÃO Aprendizagem Colaborativa Semipresencial na Universidade
Data 26-050-06
Aprendizagem colaborativa destaca a participação ativa e a interação, tanto dos alunos como dos professores. O conhecimento é visto como uma construção social e, por isso, o processo educativo é favorecido pela participação social em ambientes que propiciem a interação, a colaboração e a avaliação. Pretende-se que os ambientes de aprendizagem colaborativos sejam ricos em possibilidades e propiciem o crescimento do grupo.
Aprendizagem Colaborativa
Com o desenvolvimento de tecnologias interativas que possibilitem contato em tempo real entre locais espalhados geograficamente começam a surgir os chamados grupos virtuais e a idéia de trabalho em “ambiente colaborativo”. Podemos levar esta idéia para a área da educação através de uma modalidade contemplada por grupos virtuias.
A utilização dos computadores em ambientes de trabalho e aprendizagem colaborativos pode tomar diferentes formas:
1. colaboração em relação com o computador (um ou mais alunos trabalham num mesmo computador);
2. colaboração baseada numa rede local (um ou mais alunos, trabalham em vários computadores no mesmo lugar)
3. colaboração no ciberespaço, baseada numa rede alargada (um ou mais alunos, trabalham em computadores geograficamente distantes).
Dentre as principais características desta modalidade de ensino/aprendizagem podemos citar a possibilidade de contato com um largo espectro de colegas (estudantes, professores e especialistas) com os quais podem colaborar e contar com a colaboração na construção do conhecimento de um assunto em específico. Se analisarmos as dimensões destas possibilidade de troca, perceberemos que é muito maior do que a que se alcançaria em uma única instituição educacional local.
A idéia de "ambiente colaborativo", à qual nos referimos aqui, relaciona-se com a concepção de "processo de aprendizagem". Neste sentido, os ambientes virtuais colaborativos de aprendizagem são espaços compartilhados de convivência que dão suporte à construção, inserção e troca de informações pelos participantes visando a construção social do conhecimento. Devem, portanto, ser públicos e democráticos.
Os sistemas informáticos de suporte à comunicação mediada pelo computador e de apoio à aprendizagem colaborativa (também conhecidos como tecnologias de groupware) são típica e tradicionalmente classificados por categorias segundo uma matriz de tempo / localização dos utilizadores: síncronos (mesmo tempo), assíncronos (tempo diferente), presenciais (mesmo lugar) e remotos (lugar ou lugares diferentes).
As ferramentas síncronas suportam a interação em simultâneo entre membros do grupo como por exemplo a videoconferência, IRC; sistema de suporte à decisão, etc. As ferramentas assíncronas, como o correio eletrônico, os newsgroups, as listas de distribuição de correio eletrônico, o hipertexto, etc., suportam o trabalho individual ou de pequenos grupos, de modo a contribuir para o processo geral.
Para Vigotsky, a colaboração entre alunos ajuda a desenvolver estratégias e habilidades gerais de soluções de problemas pelo processo cognitivo implícito na interação e na comunicação. Para ele linguagem é fundamental na estruturação do pensamento, sendo necessária para comunicar o conhecimento, as idéias do indivíduo e para entender o pensamento do outro envolvido na discussão e na conversação. E através dos grupos ou comunidades, os alunos terão grandes possibilidades de trocas e negociações. Um mostrando ao outro no que e porque acredita em alguns conceitos, e o outro concordando ou discordando. Este processo faz com que se pense sobre o objeto em estudo e isto leva ao aprendizado.
Pedagogicamente podemos dizer que este método de trabalho tenta atender as seguintes competências e habilidades:
· conhecimento compartilhado: a valorização do universo do conhecimento prévio, das experiências pessoais, línguas, estratégias e culturas que os alunos e os professores trazem para a situação de aprendizagem;
· autoridade compartilhada entre professores, alunos e especialistas;
· aprendizagem mediada pelos autores e ações que se constroem nesses espaços (professores como mediadores);
· valorização das diversidades e das diferenças (gênero, etnia, classe social, estilos e ritmos de aprendizagem,..., enfim as histórias pessoais e as trajetórias sociais);
· a construção de significações e resignificações no processo de aprendizagem.
As características pedagógicas requerem:
· a flexibilidade dos papéis e movimentos no processo das comunicações e relações que fazem a mediação da aprendizagem;
· a valorização das diferentes autorias do professor/organizador, monitor e alunos participantes.
· a democratização das participações nos diferentes espaços do ambiente e da inserção de colaborações individuais e coletivas dos grupos de trabalho;
· alcance de metas realizadas coletivamente;
· debates que privilegiam novas leituras, interpretações, associações e críticas em espaços formais e informais;
· suporte aos estudos individuais.
http://www.projeto.org.br/mapas/gac.htm
Aprendizagem Cooperativa Distribuída
Conceitos Básicos
As primeiras redes de computadores surgiram no final dos anos 60 e início dos anos 70, sendo conhecidas como tecnologias de Redes Locais (LANs - Local Area Networks). Estas redes atendiam a uma nova circunstância tecnológica e social, composta por computadores menores e mais baratos e pela necessidade de compartilhamento de dados e informações. Porém, as várias tecnologias de Redes Locais não eram compatíveis. Ao lado do desenvolvimento das LANs, começavam a ser construídas as chamadas WANs (Wide Area Networks), que conectavam computadores distantes geograficamente. No entanto, LANs e WANs eram incompatíveis entre si. A questão pendente era como maximizar o uso de recursos computacionais e compartilhar dados geograficamente remotos, com compatibilidade, segurança e rapidez.
No final de 1970, usando tecnologias variadas, surge o projeto ARPA (Advanced Research Projects Agency), visando resolver os problemas de incompatibilidade das redes. O principal aspecto das pesquisas do ARPA era um enfoque novo para interconectar LANs e WANs, que se tornou conhecido como internetwork ou Internet [Comer, 1994].
A partir de meados de 80, a Internet é, de forma crescente, um conjunto de redes de computadores que interligam milhões de computadores, se tornando um espaço enorme de troca de informações e comunicação.
Este avanço tecnológico foi, e está sendo, fruto de demandas sociais e dos setores produtivos, pois os problemas e desafios do mundo moderno apresentam tais dimensões e complexidade que sua solução envolve cada vez o trabalho em equipe. Hoje, serviços e produtos para o suporte a trabalho cooperativo encontram-se em plena expansão. O emprego de métodos e ferramentas para o trabalho cooperativo chegou também à esfera educacional, sendo usual ouvirmos atualmente as expressões trabalho cooperativo em educação, aprendizagem colaborativa, aprendizagem cooperativa, como termos correntes e significando atividades similares. Recentemente, surgiu o termo “aprendizagem cooperativa distribuída”. Para clarificar a proposta de aprendizagem cooperativa distribuída na Kidlink-Brasil, definimos, a seguir, sucintamente: trabalho cooperativo, aprendizagem cooperativa e aprendizagem cooperativa distribuída.
Trabalho Cooperativo
O termo “trabalho cooperativo” possui uma longa história nas ciências sociais, sendo primeiramente empregado no século XIX por economistas como designação geral e neutra do trabalho envolvendo múltiplos atores. A colaboração, a troca de informação, a capacidade de comunicação, o respeito às diferenças individuais e o exercício da negociação são requisitos importantes para o trabalho cooperativo. Para haver cooperação é necessário existir um ambiente democrático onde todos possam se expressar cooperando individualmente sem se sentirem ameaçados por alguma forma de poder. O papel da comunicação é fundamental, podendo ser realizada de várias formas, através de encontros face à face ou por meios eletrônicos. Nos dias atuais, os serviços das redes de comunicação têm pontencializado o trabalho cooperativo, especialmente apoiado em
CSCW (Computer Supported Cooperative Work).
Aprendizagem Cooperativa
A aprendizagem cooperativa incorpora algumas facetas básicas do trabalho cooperativo, mas agrega elementos novos: a intencionalidade da aprendizagem e a tutoria [Barros, 1994]. A interdependência positiva, a confiança mútua, a interação, a responsabilidade individual e o compartilhamento e socialização das informações entre alunos e professores, engajados na realização de uma tarefa comum devem ser os pontos de sustentação da aprendizagem cooperativa [Holden, Holcomb & Wedman, 1992].
A aprendizagem cooperativa independe do uso das novas tecnologias, exigindo basicamente uma postura pedagógica inovadora e sem preconceitos. Mas, a popularização e potencialidades das redes de comunicação estão forjando um espaço para que a aprendizagem cooperativa ocorra nos limites das salas de aula e fora deles. A Internet fornece serviços cada vez mais estáveis, seguros e amigáveis para a criação de ambientes virtuais de aprendizagem cooperativa distribuída, onde alunos e professores cooperam entre si, sem as limitações de barreiras geográficas e de tempo.
Aprendizagem Cooperativa Distribuída
Em linhas gerais, a aprendizagem cooperativa distribuída consiste no desenvolvimento de atividades centradas na aprendizagem cooperativa com o suporte das tecnologias da Internet. Na aprendizagem cooperativa distribuída, a comunicação e a interação são pontos chave. Em ambientes distribuídos, a cooperação pode ocorrer de forma síncrona. ou assíncrona. Na cooperação assíncrona, as pessoas não necessitam estar cooperando em tempo real. Um exemplo seria o correio eletrônico. Na cooperação síncrona, elas interagem em tempo real. Um exemplo seria as sessões de chat. Os editores cooperativos podem ser assíncronos ou síncronos, dependendo da forma de utilização.
Fundamentos Educacionais da Aprendizagem Cooperativa
Educar tradicionalmente centrava-se no ato de ensinar. As demandas do mundo moderno aliadas à popularização de novas tecnologias da informação, vêm tornando o ato de educar em disponibilizar ferramentas orientadas para o ato de aprender. Autonomia na aquisição do conhecimento e cooperação na resolução de problemas são dimensões integradas ao binômio educar-aprender. Estamos nos desprendendo de práticas pedagógicas instrumentais de cunho comportamentalista e lançando mão de práticas construtivistas e pós-construtivistas.
Os serviços de aprendizagem cooperativa distribuída na Biblioteca Kidlink, acompanhando a noção de escola aberta do Projeto Kidlink-Brasil, busca inspiração em Vygotsky. Vygotsky [1989] propõe o interacionismo, também chamado de Construtivismo Sócio-Interacionista ou ainda Construtivismo Histórico Social. O interacionismo é baseado em visão de desenvolvimento apoiada na concepção de um organismo ativo, onde o pensamento é construído gradativamente num ambiente histórico e, em essência, social [Giraffa, 1995]. O ponto central das pesquisas de Vygotsky repousa no reconhecimento de que a interação social possui um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo. Vygotsky considera que toda a função no desenvolvimento cultural de uma criança aparece primeiro no nível social, entre pessoas, e depois no nível individual, dentro próprio sujeito.
Vygotsky identifica três estágios de desenvolvimento na criança e que podem ser estendidos a qualquer aprendiz:
· nível de desenvolvimento real - determinado pela capacidade do indivíduo solucionar sozinho as atividades que lhe são propostas;
· nível de desenvolvimento potencial - determinado através da solução de atividades realizadas sob a orientação de uma outra pessoa mais capaz ou cooperação com colegas mais capazes; e
· zona de desenvolvimento proximal - considerada como um nível intermediário entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial.
A interação entre os sujeitos é fundamental para desenvolvimento pessoal e social, pois a interação busca transformar a realidade de cada sujeito, mediante um sistema de trocas com "o par mais capaz" e do conceito "zonas proximais de desenvolvimento" [Vygotsky, 1989]. Através das diferenças individuais, a aprendizagem cooperativa vai sendo edificada, a partir da reflexão e da construção social do conhecimento sustentadas pela interação dos indivíduos envolvidos.
http://www.inf.ufsc.br/sbc-ie/revista/nr2/Santos02.htm
Trabalho realizado para a prova do dia 9/06/06
Aprendizagem Cooperativa
Ao perceber-se a importância da cooperação no desenvolvimento cognitivo do aprendiz, fica claro que uma tarefa fundamental do educador é organizar atividades coletivas que contribuam e estimulem esses modos de interação entre os alunos. O estudo das formas de organização das atividades de aprendizagem cooperativa foi motivado principalmente por 3 fatores: 1) a comprovação da importância de interações cooperativas no processo de
ensino-aprendizagem; 2) a necessidade de orientação para o design de ferramentas CSCL com recursos voltados ao suporte de dinâmicas de aprendizagem específicas e com uma proposta pedagógica consistente; 3) a falta de orientação aos professores na escolha e principalmente utilização de ferramentas CSCL, Numa sociedade em constante transformação, na qual o conhecimento evolui rapidamente, é fundamental que a educação ao invés de objetivar a transmissão de conteúdos, que em pouco tempo se tornarão ultrapassados, preocupe-se em estimular habilidades no aprendiz (Moraes, 1996). Habilidades como a criatividade, dinamismo, consciência crítica, expressão pessoal entre outros darão condições ao aprendiz não apenas de acompanhar mas de influenciar na construção do conhecimento numa sociedade em acelerada evolução.
Aprendizagem Colabortiva
A aprendizagem colaborativa pode definir-se como um conjunto de métodos e técnicas de aprendizagem para utilização em grupos estruturados, assim como de estratégias de desenvolvimento de competências mistas (aprendizagem e desenvolvimento pessoal e social), onde cada membro do grupo é responsável, quer pela sua aprendizagem quer pela aprendizagem dos restantes elementos aprendizagem colaborativa: as pessoas sabem quem são seus colegas e podem interagir com eles utilizando tais recursos. Paradoxalmente, nota-se que os participantes pouco interagem entre si, canalizando sua interação com o professor cursos a distância utilizam diversos recursos de comunicação (correio eletrônico, bate-papo, fóruns e listas de discussão, por exemplo) que potencialmente possibilitam a aprendizagem colaborativa: A aprendizagem colaborativa assistida por computador (CSCL - Computer Supported Collaborative Learning) pode ser definida como uma estratégia educativa em que dois ou mais sujeitos constróem o seu conhecimento através da discussão, da reflexão e tomada de decisões, e onde os recursos informáticos actuam (ente outros...) como mediadores do processo de ensino-aprendizagem.
Máximas sobre aprendizagem tradicional Máximas sobre aprendizagem colaborativa
Sala de aula Ambiente de aprendizagem
Professor - autoridade Professor - orientador
Centrada no Professor Centrada no Aluno
Aluno - "Uma garrafa a encher" Aluno - "Uma lâmpada a iluminar"
Reactiva, passiva Proactiva, investigativa
Ênfase no produto Ênfase no processo
Aprendizagem em solidão Aprendizagem em grupo
Memorização Transformação
CSCL
CSCL é considerada por alguns autores como uma subdivisão do Trabalho Cooperativo Suportado por Computador (Computer-Supported Cooperative
Work -
CSCW). Tende a concentrar a sua atenção no que está a ser comunicado. Está a ser explorada em ambientes educativos. A sua finalidade é a de sustentar uma eficaz aprendizagem em grupo. Ferramentas A utilização dos computadores em ambientes de trabalho e aprendizagem colaborativos pode tomar diferentes formas: colaboração em relação com o computador (um ou mais alunos trabalham num mesmo computador); colaboração baseada numa rede local (um ou mais alunos, trabalham em vários computadores no mesmo lugar) colaboração no ciberespaço, baseada numa rede alargada (um ou mais alunos, trabalham em computadores geograficamente distantes). Embora, cada software de CSCL possa ter funções diferentes, uma característica geral é a de promover a reflexão, a pesquisa e a troca de ideias e experiências que apoiam o trabalho colaborativo e um estudo mais aprofundado.
CSCW
Tende a focalizar a sua atenção nas técnicas de comunicação. Está a ser utilizada principalmente no domínio empresarial. A sua finalidade é a de facilitar a comunicação e a produtividade do grupo.
CSCW: é uma área de pesquisa preocupada com o design de sistemas baseados em computador para o suporte a melhoria do trabalho em grupo de usuários, tendos estes tarefas e objetivos em comum. Outra preocupação desta área, que porém não abordaremos, é o entendimento dos efeitos causados pelo uso dos referidos sistemas. O conceito apareceu em um contexto multidisciplinar, cujo principal interesse era o estudo de como as pessoas trabalham e como estas poderiam ser auxiliadas pela tecnologia existente. A tecnologia necessária ao suporte de
CSCW envolve os recursos de uma aplicação de comunicação multimídia
Interação: Tipos de interação, interação mediada, quase interação mediada, interação mútua e interação reativa.
tipos de interação: mútua e reativa. A primeira se apresenta como plena e a segunda como fraca e limitada. Tais tipos interativos serão discutidos em virtude das seguintes dimensões: • sistema: "um conjunto de objetos ou entidades que se inter-relacionam entre si formando um todo"; • processo: acontecimentos que apresentam mudanças no tempo; • operação: a produção de um trabalho ou a relação entre a ação e a transformação; • fluxo: curso ou seqüência da relação; • throughput: os que se passa entre a decodificação e a codificação, inputs e outputs (para usar termos comuns no jargão tecnicista); • relação: o encontro, a conexão, as trocas entre elementos ou sub-sistemas; • interface: superfície de contato, agenciamentos de articulação, interpretação e tradução. a interação mútua se vale da construção negociada, enquanto ela é causal na interação reativa. Por operar através de ação e reação, os sistemas reativos pressupõem a sucessão temporal de dois processos, onde um é causado pelo outro. podemos dizer que os sistemas reativos se baseiam no objetivismo, enquanto os sistemas de interação mútua se calcam no relativismo. Entende-se, porém, que no atual estágio da evolução tecnológica a interação mútua pode se estabelecer em ambientes informáticos enquanto o computador serve de meio de comunicação. O computador como interagente ativo e criativo, com percepções e interpretações verdadeiramente contextualizadas e inteligentes, ainda é um projeto do campo de pesquisa da inteligência artificial. Mas ainda parece haver uma grande distância temporal e a necessidade de uma soma muito grande de esforços até que isso se torne realidade. Por enquanto, o que se estabelece na relação homem/máquina é uma interação de tipo reativa.
Tipos de Interação
Características interativas
Espaço-tempo
Possibilidade de deixas simbólicas
Orientação da atividade
Dialógica/ monológica
Interação face a face
Contexto de co-presença; sistema referencial espaço-temporal comum
Multiplicidade de deixas simbólicas
Orientada para outros específicos
Dialógica
Interação mediada
Separação dos contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço
Limitação das possibilidades de deixas simbólicas
Orientação para outros específicos
Dialógica
Quase-interação mediada
Separação dos contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço
Limitação das possibilidades de deixas simbólicas
Orientação para número indefinido de receptores
Monológica
A interação mediada difere da face a face não apenas pela distância de tempo e espaço existente entre os interlocutores, como também pela presença de algum meio técnico que serve de veículo de comunicação, podendo ser papel, fios elétricos ou mesmo ondas eletromagnéticas (telefone celular) para transmitir a informação. A interação reativa é mais restrita e limitada pois ela sempre acontece mediada por tecnologias que apresentam aspectos fechados e determinados de interação.
O que é interatividade
interatividade é um caso específico de interação, a interatividade digital, compreendida como um tipo de relação tecno-social, ou seja, como um diálogo entre homem e máquina, através de interfaces gráficas, em tempo real.
Os diferentes tipos de interatividade
Dispositivode comunicação
Difusão unilateral
Diálogo, reciprocidade
Diálogo entre vários participantes
Mensagem linear não-alterável em tempo real
Imprensa
Rádio
Televisão
Cinema
Correspondência postal entre duas pessoas
Rede de correspondência
Sistema de publicação em uma comunidade de pesquisa
Correio eletrônico
Conferências eletrônicas
Interrupção e reorientação do fluxo informacional em tempo real
Banco de dados multimodais
Hiperdocumentos fixos
Simulações sem imersão nem possibilidade de modificar o modelo
Telefone
Videofone
Teleconferência ou videoconferência com vários participantes
Hiperdocumentos abertos acessíveis on-line, frutos da escrita/leitura de uma comunidade
Simulações (com possibilidade de atuar sobre o modelo) como de suportes de debates de uma comunidade
Implicação do participante na mensagem
Videogames com um só participante
Simulações com imersão (simulador de vôo) sem modificação possível do modelo
Diálogos através de mundos virtuais, cibersexo
RPG multiusuário no ciberespaço
Videogame em “realidade virtual” com vários participantes
Comunicação em mundos virtuais, negociação contínua dos participantes sobre suas imagens e as imagens de sua situação comum
Para conseguirmos obter a interatividade, é preciso perceber se um determinado objeto, obra de arte ou mesmo equipamento digital, possui os fundamentos da interatividade, que ele classifica em três binômios: participação-intervenção, bidirecionalidade-hibridação e potencialidade-permutabilidade.