Recife receberá o Segundo encontro de Software Livre de Pernambuco nos dias 23, 24 e 25 de abril de 2008, na Faculdade Maurício de Nassau e será gratuito. A organização estima que cerca de 800 pessoas participem do Encontro e ajudem a difundir o Software Livre (SL) nos âmbitos acadêmicos, empresariais, governamentais e sociais.
Dentro deste evento, tive a honra de ter sido convidado pela organização para participar de um painel sobre Software Livre e Economia Solidária , que acontecerá no auditório às 15h de quinta (24/04/08). A minha porposta por lá será de apresentar o projeto do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) que visa o desenvolvimento da comunidade virtual das redes de Economia Solidária (também conhecido como "Sistema FBES") - que a Colivre está desenvolvendo. Como mencionei aqui num post passado, Este ambiente virtual terá como objetivo potencializar e contribuir para o fortalecimento de cadeias produtivas, redes de pro-consumidoras/es e ambientes de comunicação entre os empreendimentos de economia solidária, organizações de assessoria, gestores públicos e cidadãos comuns de todas as regiões do Brasil.
Infelizmente, como estou cheio de compromissos e atividades pela Colivre, chegarei em Recife na quinta às 8h e retornarei para Salvador no mesmo dia às 23h. Por isto, não terei condições por exemplo de assistir duas palestras que gostaria:
a deJorge Pereira (dia 23/04 - quarta - na sala 02, às 17h) que falará sobre o tema "Contribuindo com o GNOME". Esta apresentação abordará os passos para aqueles que desejam colaborar com o projeto GNOME, seja desenvolvendo, com traduções entre outras formas.
e a apresentação de Sérgio Amadeu (dia 25/04 - sexta - no auditório, às 15h) sobre "Convergência Digital, Desintermediação e práticas".
Mais informações sobre a programação geral do evento, veja aqui.
O evento foi fantástico e o pessoal que contribui na organização está de parabéns! É indescritível a riqueza dos debates e das deliberações que ocorreram nessa Plenária que envolveu representantes de todo Brasil em torno de cinco eixos:
Produção, Comercialização e Consumo Solidários;
Formação;
Finanças solidárias;
Marco Legal.
Neste evento, participei como observador das deliberações, mas estive representando a Colivre para ajudar na apresentação do sistema livre Noosfero que nossa Cooperativa está desenvolvendo a partir de uma demanda do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) - e que agora conta também com a parceria de uma ONG suíça chamada Fondation Ynternet.org.
Para quem ainda não conhece esse Projeto, o Noosfero está sendo desenvolvido pela Colivre, primeiramente, para servir de base tecnológica para o Anheteguá ("Liberdade" em Guarani) - a comunidade virtual das redes de Economia Solidária (também conhecido como "Sistema FBES"). Este ambiente virtual tem o objetivo de potencializar e contribuir para o fortalecimento de cadeias produtivas, redes de pro-consumidoras/es e ambientes de comunicação entre os empreendimentos de economia solidária, organizações de assessoria, gestores públicos e cidadãos comuns de todas as regiões do Brasil.
Como funcionará essa comunidade virtual do movimento da Economia Solidária? Quais são seus objetivos?1. Uma rede de relacionamentos virtual: cada usuário/a terá uma página própria!
Nesta página, a pessoa pode colocar suas idéias, fotos, mostrar de quais empreendimentos solidários participa, de quais empreendimentos costuma comprar produtos, entre outras coisas.
Cada usuária ou usuário vai poder participar de comunidades virtuais. Estas comunidades podem ser de pessoas de um mesmo bairro, território ou região, ou então comunidades temáticas (por exemplo, comunidade para debater logística solidária, ou a comunidade da formação em ES), ou então comunidades de redes e cadeias (por exemplo, a comunidade do artesanato, ou a comunidade da cadeia do mel, ou a comunidade de trocas de experiência em lojas solidárias, etc....).
As possibilidades serão infinitas de se relacionar, encontrar pessoas do movimento, trocar idéias e articular politicamente!!
2. Um sistema vivo de divulgação e comercialização de produtos e serviços da Economia Solidária: cada empreendimento cadastrado terá uma página para o seu empreendimento, em que pode divulgar os seus produtos/serviços, fotos, preços e formas de comprar.
Além disso, haverá a possibilidade do empreendimento permitir a compra on-line dos produtos, via boleto ou cartão de crédito! O sistema terá um poderoso "farejador da Economia Solidária", onde qualquer um(a) poderá fazer buscas de produtos e serviços da Economia Solidária no sistema.
3. Um instrumento de apoio ao movimento organizado de Economia Solidária: à medida que o movimento vai avançando no país, vão sendo criados e consolidados novas articulações do movimento, sejam articulações territoriais, econômicas ou temáticas.
"Articulações territoriais" são os fóruns e redes estaduais, regionais e locais que fazem parte do FBES: cada um terá a possibilidade de ter uma página própria (que chamamos de RECORTE) para indicar as suas atividades, agenda de eventos, documentos importantes, anúncios de novidades, além de empreendimentos e entidades que estão neste território.
"Articulações econômicas" são redes setoriais ou cadeias que estejam consolidadas no movimento. Cada uma destas cadeias terá a possibilidade de um “RECORTE” com as funcionalidades indicadas acima. Por exemplo, se uma rede de lojas solidárias se consolidar no movimento através da coordenação nacional do FBES, será um novo RECORTE do sistema, e assim por diante.
"Articulações temáticas" são, por exemplo, os GTs do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, se existirem. Por exemplo, um RECORTE do GT de Formação, e assim por diante.
Por isto, se você gostou dessa proposta, participe, divulgue e navegue por esta outra economia que a cada dia se fortalece mais!
Quem estiver aqui em Salvador na Bahia, não pode deixar de conhecer!Além de toda a questão da bioarquitetura, o pessoal utiliza 100% software livre em todo este Espaço!!
Quais os limites da propriedade intelectual numa Universidade Pública?
(15 Nov 2007 - 21:29)
No momento em que a UFBA - uma universidade Pública - está criando um
núcleo especializado em PI - Propriedade Intelectual, mas com um nome momentâneo de "Núcleo de Inovação Tecnológica", sem nenhum tipo de debate com a comunidade acadêmica, a
reflexão proposta abaixo surge como algo mais do que necessário....
"Quais os limites da propriedade intelectual?"
Em entrevista à Carta Maior, a pequisadora Carol Proner, autora de uma tese de doutorado sobre Propriedade Intelectual e Direitos Humanos, fala sobre o dever constitucional da função social da propriedade e o respeito aos direitos coletivos, hoje ameaçados pela pressão dos países ricos e seus conglomerados econômicos. Veja AQUI a entrevista
A partir dessa entrevista, fica também a questão sobre que tipo de Propriedade Intelectual (PI) deve ser produzida numa universidade
pública como a UFBA:
1 - A PI sugerida, por exemplo, pelo Projeto Creative Commons, isto é, uma proposta internacional para licenciamento livre de qualquer propriedade intelectual, onde busca-se
promover um equilíbrio entre os direitos conferidos pelas leis de direitos autorais e seus titulares e os direitos dos membros da
sociedade de terem acesso ao conhecimento e à cultura. Vejam o exemplo do filme AQUI.
2 - Ou a PI estimulada atualmente pelo NIT/UFBA que mostra como uma "patente permite que terceiros sejam excluídos de atos relativos a matéria protegida". Vejam AQUI a cartilha abaixo divulgada pelo Núcleo
Qual então é a sua opinião como contribuinte (que sustenta as universidades públicas), pesquisador/a, estudante, professor/a ou
cidadão?
Lançada a Versão 0.3.1 do Abelo!
(04 Oct 2007 - 22:23)
A Colivre - Cooperativa de Tecnologias Livres acaba de lançar a versão 0.3.1 do Abelo: o mais novo sistema web para gestão comercial 100% Software livre!
Com o Abelo, qualquer organização (empresa, instituição de ensino, cooperativa ou ONG), pode controlar seu estoque ou almoxarifado; cadastrar clientes, trabalhadoras/es, produtos e fornecedoras/es; além de poder realizar a gestão financeira com segurança e eficiência. Tudo isto com um sistema intuitivo, acessível e, simplesmente, belo.
O Abelo é uma tecnologia livre desenvolvida com "trabalho livre", ou seja, por meio de um empreendimento de economia solidária! Por isto, use, divulgue e colabore com este projeto!
Quem estiver aqui no Nordeste, não pode deixar de participar!
O IV Fórum GNOME é o evento anual da comunidade brasileira de usuários, tradutores e desenvolvedores do GNOME. Na sua quarta edição, o Fórum será um evento comunitário do II ENSL - Encontro Nordestino de Software Livre, o maior evento de software livre do Nordeste, em Aracaju/SE, de 28 a 30 de setembro de 2007.
Para participar, basta se inscrever no II ENSL, já que o Fórum ocorrerá simultaneamente às demais palestras. No último encontro em que foi realizado, o FISL, o GNOME atraiu 5 mil especialistas e curiosos.
Além dos membros brasileiros, os debates em Aracaju contarão com a participarão de importantes lideranças internacionais do GNOME, como é o caso de Nathan Wilson e Henri Bergius. Confira então abaixo a grade de programação.
(10 Aug 2007 - 14:53)
Para quem interessar, segue AQUI no link da Web Tech da Colivre uma bela especificação (bem detalhada) de computadores (hardware) para se instalar uma rede LTSP...
Como esta especificação foi montada pelo nosso glorioso Amdeu Jr para ajudar alguns Projetos de Ponto de Cultura a fazerem seus editais público para compras de equipamentos, acho que pode servir para muitos outros.
Sintam-se então mais do que livres para divulgar, pois todo conteúdo está sob licença GPL !
Para quem pensa que as mudanças climáticas são "coisas de televisão" ou
"coisas de EcoChatos", acho que algumas imagens desse fenômeno que
ocorreu (de forma inédita) aqui em salvador na Bahia valem mais do que muitas
pesquisas que alertam sobre estas questões...
Podemos fazer algo?
Para mais informações sobre as questões climáticas e sobre como fazer
algo para mudar esta situação, acessem, por exemplo, o site do Greenpeace!
Os Argonautas da Internet
(30 Jul 2007 - 03:03)
Enfim...
Depois de mais de seis meses sem postar nada por aqui, eis que venho divulgar, ou melhor, publicar o motivo da minha ausência aparente. Como resultado de dois anos de pesquisas, estudos e a colaboração de muitas pessoas, consegui concluir minha dissertação de mestrado que tem o seguinte título - Os Argonautas da internet: uma análise netnográfica sobre a comunidade on-line de software livre do Projeto GNOME a luz da teoria da Dádiva.
Este estudo procurou responder uma questão bem recorrente sobre as comunidades de software livre: como se manifesta a dinâmica de trabalho dos hackers, no processo de produção não-contratual e colaborativo, presente nas comunidades virtuais de projetos de softwares livres, em particular, na Projeto GNOME? - que, em outra palavras, significa entender porque mais de 300 hackers de todas as partes do mundo contribuem livremente para o desenvolvimento e distribuição do GNOME e de que forma eles se organizam por meio da Internet .
Assim, por causa desta forma ousada e subversiva de produção colaborativa na net, utilizei o termo "Argonauta" para simbolizar a ousadia desses navegadores do ciberespaço e, ao mesmo tempo, ressaltar o olhar antropológico (etnográfico) que utilizei para entender este fenômeno comunitário da modernidade.
Gostaria então de aproveitar e agradecer a Sérgio Amadeu e Ruth Laniado por terem participado, na condição de "atacantes", da minha banca de defesa e, assim, terem contribuído muito para conclusão deste trabalho. Além deles, não posso também deixar de frisar, entre muitas pessoas que contribuíram com este processo, o grande Lucas Rocha por toda atenção, companheirismo e colaboração que tornaram possível e viável a realização desta dissertação. Valeu, Lucão!
Para quem se interessou pela dissertação, segue então abaixo o resumo e o texto final para críticas, discordâncias ou comentários. Afinal, nenhum trabalho científico é realizado na utopia do "individual".
"Esta dissertação discute as especificidades da dinâmica de trabalho dos hackers, no processo de produção não-contratual e colaborativo presente nas comunidades on-line de softwares livres - em particular, na comunidade relativa ao Projeto GNU Network Object Model Environment, mais conhecido pela sigla GNOME. A partir de uma exploração netnográfica, analisou-se, de início, a organização do trabalho que dá vida ao processo de produção colaborativo entre pares, empreendido por mais de 300 hackers e colaboradores de todos os cinco continentes do globo, no universo dessa comunidade on-line. Para tanto, levou-se em consideração algumas dimensões de uma realidade organizacional complexa como, por exemplo, a estrutura social e o fluxo de atividades. Além dessa análise, esta pesquisa buscou compreender a natureza do trabalho adotado pelos hackers no processo de produção e distribuição de softwares nessa organização, a luz da teoria antropológica da Dádiva. Como resultado, constatou-se então que se faz presente no Projeto GNOME um tipo de engajamento não-contratual, associado a uma forma de trabalho e circulação de bens que difere completamente de organizações ligadas à esfera do mercado ou do Estado. Em outras palavras, foi possível verificar uma nova expressão da dádiva moderna: um sistema de dádiva mediada por computador, tanto na essência como no modo de funcionamento e organização do trabalho. "
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não!! – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…”
Fonte: http://alfabetizacaosolidaria.wordpress.com/a-aguia-e-galinha/
Você é músico? Gostaria de compartilhar suas músicas com o mundo?
(18 Nov 2006 - 13:53)
Para quem é músico - tanto amador como também profissional - e gostaria de compartilhar suas músicas com mundo, existe agora uma excelente oportunidade: a comunidade virtual Jamendo!!
Como no próprio site da comunidade informa, o Jamendo é um novo modelo para os artistas promoverem, publicarem, e serem pagos por suas músicas. No plataforma (software) livre do jamendo, os artistas distribuem as músicas sob licenças da Creative Commons. Em resumo, eles permitem fazer download, remix e compartilhar a música livremente. É como um acordo de "Alguns direitos reservados", perfeitamente adequados para o novo século.
Assim, os usuários do Jamendo podem descobrir e compartilhar álbuns, além de comentá-los ou iniciar uma discussão nos fóruns. Os álbuns são democrativamente avaliados com base na opinião dos ouvintes. E se eles gostarem de um artista podem ajudá-lo fazendo doações.
Por ser um projeto inicialmente elaborado por um jovem francês, o site em Português conta com a tradução voluntária de alguns brasileiros - dentre eles os baianos André Lage e Alexandre Amorim - e ainda necessita de colaboração!
Hoje a comunidade do Jamendo conta com mais de 3500 artistas de todo tipo de música do mundo!!
Seja um(a) deles(as), colabore e compartilhe esta idéia!!
Fonte: http://www.jamendo.com/pt/community/
Por que o prêmio Nobel da Paz de 2006 foi dado para um economista?
(15 Oct 2006 - 22:20)
Parece até loucura, mas não é: um economista bengalês Mohamed Yunus e o Banco Grameen, fundado por ele, ganharam o Prêmio Nobel da Paz 2006. [1]
Na verdade, Mohamed Yunus , além de "banqueiro" e economista, é um humanista defensor da liberdade e emancipação humana por meio das Finanças Solidária. Sua batalha começou em 1974, quando ele voltou dos Estados Unidos, onde estudou. Chocado com o quadro de miséria de Bangladesh, ele passou a visitar vilarejos pobres e constatou que muitas mulheres ficavam presas a dívidas e ao dinheiro de agiotas.
Com a recusa dos bancos em emprestar dinheiro para essas pessoas, sob o argumento de que faltavam garantias de pagamento, Yunus fundou um banco em 1976, primeiramente na aldeia de Jobra, tendo como base um sistema de crédito popular libertador que viria a ser, mais tarde, o Grameen Bank - que se pode traduzir aproximadamente por "Banco da Aldeia". [2] Este sistema fundamenta-se em dois princípios: em primeiro lugar, substitui-se a desconfiança bancária típica (avalistas, contratos com letras pequenas, fiadores, garantias...) por confiança pura e simples. Em segundo lugar, ao fato de que a pressão social de um grupo de co-avalistas é mais eficaz que qualquer formalidade jurídica.
A reação das autoridades bengalesas ao sistema de Yunus (quando ele tornou‑se visível) foi radical: “ Não se pode emprestar dinheiro para pobres”, disseram os burocratas. Vencendo toda pressão do sistema de crédito proprietário, Yunus insistiu apresentando os fatos: a taxa de inadimplência do sistema (2%) do Banco da Aldeia era mais baixa do que a de qualquer outro banco em Bangladesh. Desta forma, O Banco passou a ter em dezembro de 2001 cerca de 13 mil funcionários em 1.175 agências e atuava em 40 mil aldeias. Até o final de 2001, concedeu mais de U$ 3,5 bilhões de empréstimos, financiou a aquisição de 546 mil casas próprias e naquele ano contava 2,4 milhões de clientes (94,8% mulheres).
Recentemente, o Banco lançou o plano Grameen Phone (que é uma joint venture de várias empresas), que permite às mutuárias comprarem telefones celulares em condições muito favoráveis (U$ 5,00 por mês) e constituírem, por assim dizer, uma pequena companhia telefônica local, aproveitando o fato de que há bengalenses espalhados em todo o mundo, sobretudo na Inglaterra. Cobrando um sobrepreço sobre as tarifas, estas mulheres pagam as prestações e auferem renda. A adesão cultural ao programa foi surpreendente. Mulheres analfabetas, que até então não haviam visto um telefone na vida, em poucos meses passaram a se comportar como se suas famílias estivessem no negócio há dezenas de anos. Uma boa referência para se fazer também com computadores!! E o que isto tem haver com software livre??
Mahatma Gandhi dá uma "dica"...
"Se quisermos dar ao povo o sentido de liberdade, teremos que proporcionar às pessoas um trabalho que possam fazer facilmente em suas pobres casas e que lhes dê o mínimo de sustento. E, quando o povo se tornar autoconfiante e capaz desobreviver por si próprio, poderemos conversar com eles sobre liberdade."
[1] Por que será que ele não ganhou o Nobel de Economia????
[2] Para saber mais informações sobre por esta linda experiência criada pelo Yunus leiam o livro O Banqueiro do pobres .
Em qual país é esta eleição? por Washington Novaes
(29 Sep 2006 - 22:57)
"É inquietante observar que, a poucos dias das eleições para presidente da República, governos dos Estados, parlamentos federais e estaduais, as mal chamadas questões ambientais - as que dizem respeito ao meio físico, concreto, em que vivemos - continuam, como nos pleitos anteriores, tão distantes das discussões que se travam que se pode, no final das contas,perguntar: mas em que país se disputam essas eleições? Será em Plutão, que acaba de ser rebaixado, nem planeta mais é?
Muitas vezes tem sido citado aqui o pensamento do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, segundo quem os problemas que ameaçam a sobrevivência da espécie humana são as mudanças climáticas em curso e a insustentabilidade dos padrões mundiais de produção e consumo. Se é assim, essas questões deveriam estar no centro das discussões sobre o futuro do País. Mas não estão.
Qual é, por exemplo, a estratégia brasileira para enfrentar mudanças climáticas? Não está na pauta. Mas já começamos a sofrer com elas, inclusive em áreas que - estas, sim - geram preocupações: estamos perdendo partes de safras por causa de secas, inviabilizando culturas por causa do aumento da temperatura; estamos tendo custos cada vez mais altos com inundações, deslizamentos de terras, inviabilização de rodovias.
Qual é a situação nacional num modelo global que já consome mais recursos e serviços naturais do que são repostos pelo planeta? Também já consumimos além da reposição, dizem os relatórios internacionais. Mas temos uma situação privilegiada em relação a vários recursos - água, biodiversidade, solo, níveis de insolação. Só que nem sequer pensamos em adequar nosso consumo, muito menos em conceber uma estratégia que coloque a situação privilegiada - abundância dos fatores escassos no nível planetário - como fundamento central da ação nacional. E nem discutimos isso numa campanha eleitoral, para que a sociedade possa informar-se, exigir novas posturas e estratégias.
E como é assim, não conseguimos discutir e formular políticas adequadas para a Amazônia, por exemplo, que coloquem em primeiro plano não a devastação para exportar madeiras e outros produtos primários - ou subsidiados -, em vez de termos uma política que coloque antes de tudo o conhecimento científico e o aproveitamento da biodiversidade mais rica do mundo - cessando com o desmatamento e as ameaças de mudanças climáticas e comprometimento de fluxos hidrológicos. Ou uma política de conservação, que privilegie áreas indígenas (o caminho mais eficaz para a conservação) e permita o pagamento às populações de baixa renda para fiscalizarem e atuarem na preservação.
Quando a discussão ameaça aproximar-se do concreto - como é o caso da questão do abastecimento nacional de energia elétrica -, quase invariavelmente toma logo um desvio em que se tenta qualificar a preocupação com a conservação de recursos como “obstáculo ao desenvolvimento”. Sem sequer discutir qual é o modelo energético nacional, suas alternativas, as possibilidade de conservar energia, em lugar de ampliar a potência instalada. O Cenário Tendencial preparado pela Unicamp para o WWF e divulgado há poucos dias diz que “a adoção de um cenário elétrico sustentável poderá gerar economia de R$ 33 bilhões para os consumidores e diminuir o desperdício de energia elétrica em até 38% até o ano de 2020”. É muito. E isso seria possível com maior eficiência na geração e transmissão de energia, racionalidade no consumo e aumento da utilização de fontes renováveis de energia, como biomassa, eólica, solar e de pequenas hidrelétricas. Mas, se é assim, como não se discute com a sociedade no momento em que as forças políticas assumem compromissos de planejamento? Principalmente com esse estudo dizendo que por esse caminho será possível criar 8 milhões de empregos e estabilizar a emissão de gases do efeito estufa?
E quando se fala em biomassas, é indispensável dizer à sociedade que caminhos serão trilhados. Vai-se associar a geração de biomassas para a produção de energia à agricultura familiar e ao esmagamento na fonte de produção (para agregar valor), de modo a descentralizar a geração de renda? Ou se vai seguir no velho modelo de concentrar a renda nuns poucos megaprodutores?
E na questão dos recursos hídricos, por onde vamos caminhar - no momento em que chegamos ao contra-senso de minguar a água nas Cataratas do Iguaçu, de racionar o fornecimento em Curitiba e Manaus (no encontro dos Rios Negro e Solimões, formando o Amazonas !)? E tudo isso num país que tem 12% da água superficial do planeta. Vamos continuar dizendo que se fará a transposição de águas do Rio São Francisco para atender às necessidades de milhões de vítimas da seca - quando sabemos que a água transposta jamais chegará às microcomunidades isoladas, que são as principais vítimas da seca, e que se destinará primordialmente aos macroprojetos de exportação de frutas, camarões e pouco mais?
Não conseguimos sequer colocar na pauta do debate temas como o da gripe aviária - que continua a ser gravíssima ameaça, capaz de produzir prejuízos de até US$ 2 trilhões, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMC) - ou da debilidade do nossos sistema de defesa sanitária na área de carnes, ameaçando um dos principais itens de exportação e o próprio consumidor interno.
Seguimos como se, no concreto, estivéssemos no melhor dos mundos e só precisássemos nos ocupar de juros, taxas de crescimento da economia, balanço de pagamentos e adjacências. Tudo isso é importante. Desde que haja chão consistente por baixo. Temos?"
[1] Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
Fonte: www.ecodebate.com.br - artigo originalmente publicado no O Estado de S. Paulo - 22/09/2006
É possível pensarmos no Brasil com 100% de acesso à Internet em banda larga?
(24 Aug 2006 - 03:50)
Segundo o relatório do CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, sobre o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, um dos requisitos para a implantação do SBTVD é a criação de um sistema WiMAX (Interoperabilidade Mundial para Acesso de Micro-ondas) para todo o Território brasileiro.
Segundo os dados que estão na página 88 deste relatório, para se estabelecer uma cobertura nacional (rural e urbana) são necessárias 2511 estações WiMAX (compostas de equipamentos de rádio, Torre e Antena) com um investimento total de R$ 350 milhões de reais. Ou seja, pouco mais de um terço do valor de R$ 1 bilhão que o Governo Brasileiro pagava com licenças de uso para a Microsoft, segundo dados do Orçamento da União; ou pouco mais de um terço do valor de R$ 1 bilhão que o Governo Brasileiro dispõem no FUST - Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações.
Vale resslatar que o benefício crucial do padrão WiMAX é a oferta de conexão internet banda larga em regiões onde não existe infra-estrutura de cabeamento telefônico ou de TV à cabo, que sem a menor dúvida são muito mais custosos. Este benefício econômico do padrão sem fio para redes MAN proporciona a difusão dos serviços de banda larga em países em desenvolvimento, influenciando diretamente na melhoria das telecomunicações do país e conseqüentemente no seu desenvolvimento.
Por que será então que não se implementa no Brasil uma política pública que crie condições de fato para um processo de Inclusão Digital que atinja todo o território nacional??
Será que é por falta de "experiências exitosas" ??
Experimentações
A INTEL executou em Minas Gerais, nas cidades de Belo Horizonte e Ouro Preto, vários testes muitos satisfatórios, sendo que em Ouro Preto o teste foi considerado como "Prova de Fogo" devido ao relevo montanhoso da cidade. Foram instaladas torres em várias partes da cidade, e andaram com uma Kombi com três microcomputadores conectados a rede Wi-Max criada no local, e várias pessoas do local entram na Kombi e acessaram a Internet e foi um sucesso. Está previsto que no início do segundo semestre de 2007 Belo Horizonte esteja toda interconectada pela nova tecnologia.
Na amazônia, por meio da rede sem fio em banda larga (WiMAX) , os 114 mil moradores de Parintins, cidade localizada em uma ilha no Rio Amazonas, terão melhor acesso a serviços de saúde e educação, informa a Intel. A rede, que usa a tecnologia WiMAX em uma faixa de transmissão de até 48 km, foi instalada em um centro de saúde, duas escolas públicas, um centro comunitário e na Universidade da Amazônia.
Outro local no qual foi instalado este tipo de tecnologia é Mangaratiba no Estado do Rio de Janeiro.
Campanha Nacional de divulgação da Economia Solidaria
É possível colocar em prática os ideais libertadores e colaborativos que se fazem presente no desenvolvimento dos softwares livres na produção de outros bens como, por exemplo, leite, pão e sapatos??
É possível pensarmos numa forma de trabalho "não-proprietária" (não-capitalista), onde a pessoa que trabalha tenha liberdade de decidir "como" e "o que" produzir ou, ainda, ter acesso ao fruto do seu próprio trabalho??
Em outras palavras: é possível pensar em liberdade no "mundo dos átomos" ?!
Para respoder esta questão Mahatma Gandhi dá uma "dica" : "Se quisermos dar ao povo o sentido de liberdade, teremos que proporcionar às pessoas um trabalho que possam fazer facilmente em suas pobres casas e que lhes dê o mínimo de sustento. E, quando o povo se tornar autoconfiante e capaz desobreviver por si próprio, poderemos conversar com eles sobre liberdade."
(24 Jun 2006 - 16:23)
No Orkut... quem diria!!
Vejam abaixo esta reportagem que saiu na Revista Planeta deste mês!
"Em um único dia, a praia de Itaguaré, em Bertionga (SP), ficou livre de uma tonelada de lixo - resultado do primeiro Multirão de Limpeza promovido, recentemente (dia 30 de abril de 2006), pelo Instituto iBiosfera - Conservação e Desenvolvimento Sustentável .
A ONG, que conta com aproximadamente 600 voluntários em todo o País, nasceu (quem diria!!) em setembro de 2005 no Orkut, site de relacionamentos nem sempre usado para fins tão nobres. O trabalho na praia paulista contou com a ajuda de 66 pessoas, que não só fazem parte do movimento mas também frequentam a região."
Salve o poder de articulção da Internet! Muito legal!!
Estiveram presentes no 7° FISL uma comitiva ligada ao projeto de inclusão digital do MST, denominado de Frente Digital ! Esta iniciativa teve início em 2003, com cerca de 2 mil computadores usados, obtidos através de doações. Os equipamentos foram distribuídos pelos 23 Estados onde o movimento atua, a fim de se constituir uma rede nacional de comunicação e informação. Para tanto, a idéia da Frente Digital foi consolidada em 2005 como parte do Setor de Comunicação do MST e tem como obejtivo criar uma rede de comunicação interna, por meio da promoção e do uso de softwares livres, além de capacitar militantes em informática. Até agora, segundo informações cedidas pelo pessoal, já existem 15 telecentros rodando software livre em assentamentos de reforma agrária em 10 estados do país (infelizmente, nenhum na Bahia ), sendo um dos objetivoa dessa "frente" migração de todas as secretarias do movimento.
O debate técnico envolvendo agora o projeto é se eles vão continuar usando uma distribuição própria denominada de Suite Telecentro (antiga MSTIX) ou passarão a usar o Debian-BR-CDD, que antes não era conhacido pelo grupo. O que vocês acham?
Quem quiser contribuir ou saber mais informações, é só entrar em contato pelo email: frentedigital at mst.org.br .
Emails que mudaram nossa história!
(25 Mar 2006 - 02:08)Será que as pessoas que mandaram e receberam estes emails poderiam imaginar que essas mensagens iam mudar a história da nossa sociedade?!
Em agosto de 1991, um estudante finlandês (nerd !!) chamado Linus Benedict Torvalds, na época com 21 anos (como grande parte dos membros do PSL-Ba ), envia uma mensagem para um newsgroup que discutia o Minix, uma variação do Unix, desenvolvida por Andrew Tanenbaum. A mensagem dizia:
DE: torvalds@klaava.Helsinki.Fi (Linus Benedict Torvalds)
PARA: Newsgroup: comp.os.minix
Assunto: O que você mais gostaria de ver no minix?
Sumário: pequena pesquisa para meu novo sistema operacional
ID da mensagem: <1991Ago25.205708.9541@klaava.Helsinki.Fi>
Olá, todo o pessoal que usa minix - estou fazendo um sistema operacional (livre, apenas
como hobby, não será grande e profissional como o gnu) para clones de AT 386 (486).
Ele está sendo fermentado desde abril e está quase pronto. Gostaria de receber feedback
sobre o que as pessoas gostam/não gostam no minix, uma vez que o meu OS se parece
um pouco com ele (mesmo layout físico de sistema de arquivos (devido a razões práticas)
entre outras coisas.
No momento portei bash (1.08) e gcc (1.40) e as coisas parecem funcionar. Isso pressupõe
que conseguirei alguma coisa prática dentro de poucos meses e gostaria de saber que
características as pessoas mais gostariam de ter.Quaisquer sugestões são bem vindas,
mas não prometo implementá-las :-)
Linus (torvalds@kruuna.helsinki.fi)
PS. Sim - ele está livre de qualquer código minix, e tem um fs de multithread. Ele não é portável
(usa chaveamento de tarefas, etc. 386) e provavelmente nunca será compatível com nada além
de discos rígidos AT, pois isso é tudo que eu tenho :-(.
Em setembro de 1983, Richard Stallman, na época pesquisador do MIT (Massachusets Institute of Technology), enviou uma mensagem para uma lista de discussão do newsgroup da Usenet (net.unix-wizards), com o assunto "New Unix implementation".
É incrível como a mensagem mostra claramente o espírito em que se fundamenta o movimento pelo software livre:
From-CSvax:pur-ee:inuxc!ixn5c!ihnp4!houxm!mhuxi!eagle!mit-vax!mit-eddie!RMS@MIT-OZ
From: RMS%MIT-OZ@mit-eddie
Newsgroups: net.unix-wizards,net.usoft
Subject: new UNIX implementation
Date: Tue, 27-Sep-83 12:35:59 EST
Organization: MIT AI Lab, Cambridge, MA
Unix livre!
Iniciando nesta ação de graças eu vou escrever um sistema completo
compatível com o Unix chamado GNU (Gnu Não é Unix), e fornecê-lo
gratuitamente para todos que possam utilizá-lo.
Contribuições de tempo,
dinheiro, programas e equipamento são bastante necessárias.
Para começar, GNU será um kernel e todos os utilitários necessários para
se escrever e executar programas em C: editor de textos, shell, compilador,
linkeditor, montador e algumas outras coisas. Depois disso nós
adicionaremos um formatador de textos, YACC, um jogo do Império (Empire),
uma planilha eletrônica, e centenas de outras coisas. Nós esperamos,
eventualmente, fornecer tudo de útil que normalmente vem com um
sistema Unix, além de quaisquer outras coisas úteis, incluindo documentação
on-line e impressa.
GNU será capaz de rodar programas do Unix, mas não será idêntico ao
Unix. Nós faremos todos os aperfeiçoamentos que forem convenientes,
baseados em nossa experência com outros sistemas operacionais. Em
particular, nós planejamos ter nomes de arquivos longos, números de
versão de arquivos, um sistema de arquivos à prova de falhas, talvez
auto-preenchimento de nomes de arquivos, suporte a vídeo independente
de terminal, e eventualmente um sistema de janelas baseado no Lisp, de
modo que vários programas Lisp e programas Unix comuns possam compartilhar
uma tela. Tanto C quanto Lisp serão disponibilizados como linguagens de
programação de sistemas. Nós teremos software de rede baseado no protocolo
chaosnet do MIT, bastante superior ao UUCP. Nós também teremos algo
compatível com o UUCP.
Quem eu sou?
Eu sou Richard Stallman, inventor do original e muito imitado editor
EMACS, atualmente no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT.
Eu trabalhei extensivamente em compiladores, editores, depuradores,
interpretadores de comandos, no Incompatible Timesharing System e no
Sistema Operacional da Máquina Lisp. Eu fui o pioneiro do suporte
de vídeo independente de terminal no ITS. Além disso, eu implementei
um sistema de arquivos à prova de falhas e dois sistemas de janelas
para máquinas Lisp.
Por que eu tenho que escrever o GNU?
Eu considero que a regra de ouro requer que se eu gosto de um programa
eu tenho que compartilhá-lo com outras pessoas como eu. Eu não posso,
com a consciência limpa, assinar um contrato de não-divulgação de
informações ou um contrato de licença de software.
De modo que eu possa continuar a usar computadores sem violar os meus
princípios, eu decidi juntar uma quantidade suficiente de software
livre, de modo que eu possa continuar sem utilizar nenhum software que
não seja livre.
Como você pode contribuir?
Eu estou pedindo aos fabricantes de computadores por doações de máquinas
e dinheiro. Eu estou pedindo às pessoas por doações de programas e
trabalho.
Um fabricante de computadores já se ofereceu para fornecer uma máquina.
Mas nós poderíamos usar mais. Uma consequência que você pode esperar
se você doar uma máquina é que o GNU poderá rodar nela desde cedo.
Seria melhor se a máquina fosse capaz de operar em uma área residencial,
sem necessidade de energia ou resfriamento sofisticados.
Programadores individuais podem contribuir escrevendo uma duplicata
compatível de algum utilitário do Unix e doando para mim. Para a
maioria dos projetos, tempo parcial distribuído seria bastante
difícil de coordenar; as partes escritas independentemente não iriam
funcionar juntas. Mas para a tarefa em particular de substituir o Unix,
esta tarefa não é necessária. A maior parte das especificações de
interfaces já estão fornecidas pela compatibilidade com o Unix. Se
cada contribuição funcionar com o resto do Unix, ela provavelmente
funcionará com o resto do GNU.
Se eu receber doações de dinheiro, eu serei capaz de contratar algumas
pessoas em tempo integral ou parcial. O salário não será alto, mas
eu estou procurando por pessoas para as quais saber que estão ajudando a
humanidade seja tão importante quanto dinheiro. Eu imagino este como
um modo de habilitar pessoas dedicadas a focar todas as suas energias
no trabalho sobre o GNU sem que elas necessitem de uma outra maneira
de ganhar a vida.
Para mais informações, por favor me contacte.
Arpanet mail:
RMS@MIT-MC.ARPA
Usenet:
...!mit-eddie!RMS@OZ
...!mit-vax!RMS@OZ
US Snail:
Richard Stallman
166 Prospect St
Cambridge, MA 02139"4